Apresentação

 VI FÓRUM INTERNACIONAL DE GESTÃO AMBIENTAL

 “PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS”

31 DE OUTUBRO E 01 DE NOVEMBRO DE 2016

Em março de 2010, com o tema “Água: o grande desafio”, o FÓRUM INTERNACIONAL DE GESTÃO AMBIENTAL fez sua primeira edição, onde buscamos promover um franco debate quanto à gestão dos recursos hídricos.

O II FÓRUM INTERNACIONAL DE GESTÃO AMBIENTAL, em maio de 2012, reuniu os mais renomados estudiosos deste setor e debatemos as melhores formas de orientar a sociedade para o consumo consciente.

O III FÓRUM INTERNACIONAL DE GESTÃO AMBIENTAL ocorreu em junho de 2013, tendo como temática “a mercantilização da água”. Mais uma vez, palestrantes brasileiros e estrangeiros, dentre os mais qualificados, debateram e ratificaram a posição de que a água é um bem público, e como tal deve ser tratado para que o desenvolvimento sustentável passe de retórica a uma realidade. Nossa obrigação para com as gerações futuras, atendendo às máximas da sustentabilidade, é utilizar os recursos naturais sem esgotá-los, permitindo que nossos sucessores encontrem o Planeta Água em condições de habitação com dignidade.

O IV FÓRUM INTERNACIONAL DE GESTÃO AMBIENTAL, realizado em 4 e 5 de junho de 2014, debateu a “implementação eficaz dos instrumentos de gestão da água”. Teve como objetivo trazer a importância da troca de experiências e de conhecimento entre profissionais especializados, com o propósito de aproximar a sociedade dos estudos e trabalhos realizados para a implantação efetiva e qualificada dos instrumentos de gestão dos recursos hídricos, com especial destaque para os planos e a cobrança pela água, com a criação das agências de bacia, que são órgãos ainda inexistentes no Rio Grande do Sul.

O V FÓRUM INTERNACIONAL DE GESTÃO AMBIENTAL será voltado para um assunto que surpreendeu a todos nos anos de 2014 e 2015: a intensa crise de água que assola parte importante do País e que, se não servir de alerta e impulsionar mudanças, poderá atingir outros locais, ou mesmo reincidir na mesma área.

No ano presente e no antecedente, em matéria de fenômenos naturais, vê-se uma estiagem histórica na Região Sudeste, produzindo mudanças profundas na rotina de milhões de pessoas. Por outro lado, na Região Norte, mais especificamente no Acre, enchente sem precedente colocou mais de 70 mil pessoas em situação de calamidade pública.

A água é um elemento central nas crises. Sem ela não se gera energia, brotam apagões, não se produzem alimentos, a indústria para, enfim, a economia entra em colapso. E a população é tomada por desespero, pois não se consegue viver dignamente sem água por mais de algumas horas. Acreditamos que essas afirmações sejam incontestáveis.

É fundamental debater sobre as causas, consequências e formas de enfrentamento da crise hídrica, melhor gestão dos recursos hídricos, controle da poluição dos nossos mananciais e tratamento os esgotos que lançamos no meio ambiente Essas são apenas algumas das reflexões possíveis e prováveis de serem abordadas ao longo do V FIGA.

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A ARI – Associação Riograndense de Imprensa – há muitos anos se apresenta comprometida com a defesa ambiental, propondo-se a continuar nessa batalha pela conscientização da necessidade de preservação dos recursos naturais. Dentre estes, nosso foco de maior atenção é a água, porquanto é o elemento mais sensível na natureza, que recebe os efeitos nefastos de toda e qualquer agressão aos demais recursos naturais. Assim é que, uma vez promovido o desmatamento das matas ciliares, por certo que o manancial que lhe é tangente acabará por ser atingido. Não é diversa a situação da contaminação do solo, que acaba por degradar as águas superficiais e subterrâneas. O aquecimento global é outra causa de afetação negativa dos mananciais hídricos.

A legislação estadual e federal é rica em instrumentos protetivos da água no Brasil. No entanto, as disposições legais não são suficientes para a satisfação dos interesses sociais em torno da proteção hídrica. É necessário que todo esse arcabouço se efetive em atitudes reais, concretas. Não se pode conceber que um país que detenha aproximadamente 13% dos recursos hídricos disponíveis não esteja preparado para uma estiagem expressiva em região altamente produtiva e povoada. E a gestão eficaz do recurso natural?

Além disso, qual é a causa dessa seca? Trata-se de apenas fenômeno natural, ou influenciado pelo homem? Os desmatamentos intensos da Amazônia não desequilibram o ciclo das chuvas, atingindo os “rios voadores”?

Objetivo

O V FÓRUM INTERNACIONAL DE GESTÃO AMBIENTAL – “CRISE DA ÁGUA: CAUSAS, CONSEQUÊNCIAS E ENFRENTAMENTO” tem como objetivo promover debates de níveis locais, regional e internacional sobre as causas, reflexos e formas de se combater a crise hídrica, analisando-se os graves fatos que atingiram em especial a Região Sudeste do Brasil nos anos 2014-2015, com vistas a que movimento similar não volte a ocorrer, nem na mesma região, tampouco em outras até agora poupadas. A gestão da água, portanto, continua sendo o centro do FÓRUM, que continuará incorporando a seu programa assuntos que considera pautas permanentes de reflexão, como uso da água subterrânea e saneamento básico.

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